REPENSANDO A VIDA
de: Koich Tanaka 

"Ser ou não ser, eis a questão". Esta
frase de William Shakespeare inspira o
conceito básico da vida que se vive neste
planeta. Uma das coisas mais difíceis em
nosso convívio do dia a dia se chama
relacionar. Por que é tão difícil se
relacionar?


Porque há um vazio no interior das
pessoas. Para poder se relacionar,
primeiro temos que nos tornar ser. Há
nas pessoas um vazio interior e o medo
de que ao se relacionar com alguém, mais
cedo ou mais tarde, serão expostos como
sendo vazio. Por isso parece mais seguro
manter "distância" das pessoas, pelos
menos elas podem fingir que são. O que
quero dizer com isso é exatamente o
conceito de unicidade que tenho
explicado. 


Ser é estar preenchido, é estar em
unicidade e vazio é não ser, ilusão, estar
em estado de separação. Um ser enquanto
não está preenchido ele ainda não é. Ele
ainda "não nasceu", é apenas uma
potencialidade. Só duas pessoas
preenchidas ou aquelas que estão em
unicidade podem se relacionar:
relacionar-se significa amar, relacionar-se
significa compartilhar, mas antes de
poder compartilhar você tem que estar
preenchido. E antes de poder amar, você
deve estar cheio de amor, transbordando
de amor. Amar é ver no outro um ser
imaculado, divino. Não há máculas, não
há defeitos, por isso também não há
julgamentos.


Você precisa primeiro nascer e
crescer. Crescer significa compreender a
unicidade, compreender a verdade. Porém
milhões de pessoas decidem não crescer.
Eles permanecem potencialidades, nunca
se tornam realidades. Elas não sabem o
que é auto-realização, não sabem o que é
autoconcretização, não sabem nada do
ser. Vazias elas vivem e totalmente vazias
elas morrem. Como podem entender o
relacionamento, como podem
relacionar-se se estão vazias? Isso é como
expor a si mesmo e aos outros, sua nudez,
sua feiúra, seu vazio que representam o
ciúme, apego, ódio, carência e
insegurança. Por isso é mais seguro
manter certa distância. Os amantes mais
prudentes mantêm uma distância; eles
aproximam até um ponto e permanecem
atentos para saber quando voltar que
representam uma aparente tolerância.
Eles têm limites, nunca atravessam esses
limites, permanecem confinados, mas
quando ultrapassam eles se expõem,
explodem em raiva, ciúme, insegurança e
carência.


Aí podemos falar em um outro tipo
de relacionamento, não o de se
relacionar, mas sim de possuir: o marido
possui a esposa, a esposa possui o
marido, os pais possuem os filhos, os
namorados se possuem um ao outro, os
amigos se possuem. Mas possuir não é se
relacionar. Na verdade, possuir é destruir
todas as possibilidades de se relacionar.
Onde há posse, há domínio, controle,
ciúmes, insegurança, raiva, que são
características de um ser vazio, carente.
Se você se relaciona, você respeita, você
não possui. Se você se relaciona, há uma
grande reverência. Se você se relaciona,
você se integra, em profunda intimidade,
se sobrepõe. Contudo, a liberdade do
outro não é invadida, o outro permanece
um indivíduo independente. O
relacionamento significa "o que você quer
para você é o que eu quero para você"- se
sobrepondo, interpenetrando, porém num
sentido independente, de liberdade.


Khalil Gibram diz: "Sejam como dois
pilares que pilares que sustem o mesmo teto, mas não
comece a possuir o outro; deixe o
outro independente. Sustentem o mesmo
teto: esse teto é o amor, o objetivo e
metas comuns". Dois amantes sustentam
algo invisível e algo imensamente valioso:
uma certa poesia do ser, uma certa
música ouvida nos mais profundos
recantos de sua existência. Eles se apóiam,
incentivam numa perfeita harmonia, mas
mesmo assim permanecem independentes.
Eles sabem que são. Eles conhecem sua
verdade, conhecem sua beleza e perfume
interior; não há engano nem medo. Mas
normalmente o medo existe, porque elas
não conhecem sua verdadeira essência.
Medo é o inverso do amor. Se eles se
expuserem, simplesmente federão.
Federão ciúmes, raivas, ódios, cobiças.
Eles não terão o perfume do amor, da
oração, da compaixão.


Ou usar uma metáfora para explicar
isso: milhões de pessoas decidiram
permanecer sementes. Por que? Se elas
podem crescer e se tornarem flores e
podem também dançar ao vento, sob o
sol e a lua, por que decidiram permanecer
sementes? Porque a semente está mais
segura do que a flor. A flor é frágil; a
semente não é frágil, "parece" mais forte.
A flor pode ser
destruída muito facilmente; apenas um
vento forte, e as pétalas caem. A semente
não pode ser destruída tão facilmente
pelo vento; ela muito mais protegida e
segura. A flor está exposta, uma coisa tão
delicada e exposta a tantos perigos. O
vento pode vir forte, pode chover a
cântaros, o sol pode ser forte demais,
algum tolo pode colher a flor. Qualquer
coisa pode acontecer à flor e ela está
constantemente em perigo. Mas a semente
está segura. Por isso milhões de pessoas
decidem permanecer sementes. Mas isso é
permanecer no estado de hibernação, é
não desabrochar. Certamente ela está
segura, mas não tem vida. A morte é
segura, a vida é insegurança. 


As pessoas que realmente querem
viver têm que viver em perigo, em
constante perigo. Aqueles que querem
alcançar os picos têm que correr o risco
de se perderem. Aqueles que querem
escalar os mais altos picos têm que correr
o risco de cair de algum lugar, de
escorregar. Quanto maior o desejo de
crescerem, mais e mais perigos têm de ser
aceitos. Homens verdadeiros aceitam o
perigo como seus próprios estilos de vida,
como seus próprios climas de
crescimento. Então vocês me perguntam:
"Por que é tão difícil se relacionar?"



É difícil porque vocês ainda não são.
Então primeiro sejam. Tudo mais é
possível só depois disso: primeiro
sejam. Jesus diz isso de sua própria
maneira: "Buscai primeiro o reino de
Deus, e tudo mais será dado por
acréscimo". Essa é simplesmente uma
velha expressão para a mesma coisa que
eu estou dizendo: primeiro seja, então
tudo o mais será dado a você por
acréscimo. Mas ser é o requisito básico.
Se você é, a coragem vem como uma
conseqüência. Se você é, um grande
desejo de se aventurar, de descobrir,
surge. E quando você está pronto para
descobrir, você pode relacionar-se. 


Relacionar é descobrir - descobrir a
consciência do outro, descobrir o
território do outro. Mas quando você
descobre o território do outro, tem que
permitir que o outro descubra você. Não
pode ser um caminho de mão única. E
você só se permitir que o outro te
descubra somente quando tiver algum
tesouro dentro de si. Então não há medo.
Na verdade você convida a outra,
abraça o convidado, chama-o para
dentro, quer que ele entre. Você quer que
ele veja o que você descobriu em si
mesmo, quer compartilhar. 


Primeiro seja, então você pode se
relacionar. E lembre-se, relacionar é
compartilhar. Relacionamento, porém, é
um fenômeno totalmente diferente;
relacionamento é algo morto, fixo, um
ponto final. Você se casa com uma
mulher: um ponto final chegou. Agora as
coisas apenas declinarão. Você chegou ao
limite, nada mais está crescendo. O rio
parou e está se tornando um reservatório.
Relacionamento já é uma coisa completa.
Relacionar é um processo. Evite
relacionamentos e vá cada vez mais fundo
no relacionar. Relacionar é uma aventura
que cada dia você se descobre ainda mais
um ao outro.


A minha ênfase está no verbo, não no
substantivo. Evite substantivos o máximo
possível. Na linguagem você não pode
evitar eu- meu - seu; mas na vida, evite -
porque a vida é um verbo. A vida não é
um substantivo; é um "viver" e não
"vida", Não é amor, é amar. Não é
relacionamento, é relacionar. Não é uma
canção, é cantar. Não é uma dança, é
dançar. Veja a diferença, experimente a
diferença. Uma dança é algo completo; os
últimos toques foram feitos, agora não há
mais nada a fazer. Algo completo é algo
morto. A vida não conhece nenhum
ponto final, somente virgulas que
separam cada experiência. Lugares de
descanso sim, mas chegada não. 


Em vez de pensar em como se
relacionar preencha o primeiro requisito:
medite e seja. E então o relacionar surgirá
por si próprio. A pessoa que se torna
silenciosa, em bênção, que começa a ter
energias transbordantes, que se torna
uma flor, tem que se relacionar. Não é
algo que ela tenha que aprender como
fazer; é algo que começa a acontecer. Ela
se relaciona com pessoas, se relaciona
com animais, se relaciona com árvores, se
relaciona até mesmo com as rochas. Na
verdade, ela se relaciona vinte e quatro
horas por dia. Se ela está caminhando na
terra, está se relacionando com a terra -
seus pés estão tocando a terra, é um
relacionar-se. Se ela está nadando no rio,
está se relacionando com o rio, e se está
olhando para as estrelas, está se
relacionando com as estrelas. Não é uma
questão de relacionamento com alguém
em particular.



A questão básica é, se você é, toda a
sua vida se torna um relacionar-se. É uma
constante canção, uma constante dança, é
um continuum, um fluir como o rio.
Medite, encontre o seu próprio centro
primeiro. Antes que você possa se
relacionar com outra pessoa, relacione-se
consigo mesmo: esse é o requisito básico
a ser preenchido. Sem ele nada é possível.
Com ele, tudo é possível. A meditação
leva você a um silêncio profundo e o seu
coração torna-se amor incondicional. 


Para qualquer pessoa lógica isso
parecerá absurdo. O que o silêncio tem a
ver com o amor incondicional? Eles
parecem ser mundo à parte. Isso não tem
nada que ver com a lógica, não é uma
questão intelectual, tem a ver com a
experiência existencial. E a lógica não
pode invalidar experiências existenciais.
Estudamos isso profundamente no curso
Mente I. O homem é um cosmo em
miniatura, tudo entrelaçado. Se o seu
amor se aprofunda, o seu silêncio se
aprofundará; a sua inocência se
aprofundará, a sua sensibilidade, a sua
potencialidade estética chegará ao
florescimento. Assim como suas mãos
não estão separadas dos seus olhos, nem
seus pés separados da sua cabeça; você é
uma unidade orgânica - a situação é a
mesma no mundo interior. O seu amor, a
sua meditação, o seu silêncio, a sua
bênção - são simplesmente ondas no
mesmo oceano da consciência. Portanto
não seja perturbado pela mente, que está
tentando ser o mestre. Escute o coração e
você nunca acabará numa trilha errada. E
quanto mais você escutar o coração, mais
a sua vida irá além do intelecto, além da
lógica, além da dialética,
além de todos os tipos de discriminações.
À meditação leva você a um silêncio
profundo e meu amor se torna
incondicional.


Comece por qualquer lugar. Você é
um circulo perfeito, e tão profundamente
interconectado com tudo em sua vida.
Você pode começar sendo mais
meditativo, que é o mais simples, porque
isso não envolve outros seres humanos.
Os outros são um pouco complexos, é
melhor deixa-los vir por conta própria. A
minha própria compreensão é: Não
comece com o amor, porque sua
compreensão de amor não é a do amor
autêntico. É simplesmente uma paixão
biológica, e se você começa com isso,
você se perde. Comece com a meditação,
porque meditação é a única coisa que a
biologia não lhe deu. Ela tem uma
tremenda força própria. É por isso que o
médico ou o psicólogo poderá considerar
tudo, mas nunca mencionará a palavra
"meditação". 


A meditação é a única ponte entre
você e o além. Comece com a meditação -
e isso é o que está acontecendo com você,
sem esforço. Lendo comigo, me ouvindo,
um silêncio entra em seu coração e
subitamente você sente um jorrar de
amor não endereçado, irradiando-se em
todas as direções. Não é amor para
alguém. É simplesmente estar amando. Se
ele vem da meditação, do silêncio, terá
pureza, porque não está vindo da
biologia. Não está vindo do seu passado,
não
está vindo de todos os seus
condicionamentos, está vindo da
experiência espontânea do silêncio. E de
repente você sente um grande aroma de
amor ao seu redor. Você conheceu o
amor, mas ele foi sempre condicional.
Qualquer coisa que seja condicional não
vale um centavo, porque o condicional
desaparecerá. Uma vez que a condição
seja preenchida, não há nenhum
propósito nela.


Dois rapazes estavam conversando
seriamente. Um disse: "É estranho, todo
mundo tem namorada, e eu não consigo
nenhuma". O outro disse: "Você é que é
feliz, porque conseguir uma é simples,
mas sair do caso amoroso é uma coisa
muito complicada. Curta a sua solidão o
mais que puder. Eu estou sofrendo com
essas namoradas!" Qualquer amor que
tenha alguma condição consciente ou
inconsciente vai, com certeza, trazer
frustração, porque essas condições não
podem ser preenchidas. A própria
natureza das condições é assim. Toda
garota odeia sua mão, ela pode não estar
consciente disso de maneira alguma. Mas
a coisa torna-se mais complicada porque
ela odeia a mãe e a imita também, porque
não há nenhuma outra mulher que ela
possa imitar e com a qual aprender.
Assim ela aprende todas essas atitudes
que ela odeia! Toda menina ama o pai,
assim como o menino ama a mãe. Isso é
muito natural, porque a primeira
experiência da outra polaridade para a
menina é o pai, e para o menino é a mãe.
Essa é a primeira experiência deles com o
outro sexo, e naturalmente há uma
tremenda atração. Mas há também uma
barreira muito grande, ampla. O menino
odeia o pai, assim como a menina odeia a
mãe. A razão é a mesma: o menino odeia
o pai porque ele está possuindo o seu
objetivo de amor: a mãe. E a menina tem
ciúmes porque a mãe está possuindo o pai
que ela gostaria de possuir. Essas coisas
entram nas dimensões inconscientes do
ser e permanecem lá durante toda a vida,
a menos que se torne iluminado. Isso
torna o amor estranhamente condicional,
o qual não pode ser preenchido. Todo
homem inconscientemente espera que sua
esposa seja sua mãe; essa é a imagem da
mulher que ele está carregando. Mas
nenhuma outra mulher pode preencher
essa imagem, e de qualquer forma ela não
se casou com ele para tornar-se sua mãe!
E as coisas tornam-se cada vez mais
complicadas, porque ela está carregando
a imagem do pai, ela quer que o seu
marido seja exatamente como seu pai, e
nenhum homem, com certeza, casa-se
com uma mulher para tornar-se seu pai.
Pensem naquela frase popular: "É como
mulher de malandro, quanto mais apanha
mais ama..." Será que o marido não está
fazendo exatamente o que o pai fazia? E
as complexidades vão tornando-se cada
vez mais difíceis: o marido quer que a
esposa seja como a mãe, mas ela odeia a
mãe. A garota quer que o marido
satisfaça a condição de ser o pai, mas em
primeiro lugar, o pobre marido não tem
idéia nenhuma do que se espera dele e em
segundo lugar, o marido também odeia o
pai. Agora as coisas tornam-se tão
complexas e complicadas... A família tem
sido, desde o mais remoto passado que
podemos lembrar, a unidade básica da
sociedade - uma unidade insana, e ela cria
a sociedade toda. 



Cada geração transfere seu câncer
para a outra geração. Quando eu digo
que o amor tem que ser incondicional,
isso significa que você não está esperando
nada do outro. Você não está esperando
que o outro seja outra pessoa. Você está
simplesmente amando o outro, como ele
ou ela é. E o seu amor incondicional o
tornará desapegado dos indivíduos, ele
será apenas um aroma ao seu redor. Você
será uma pessoa amorosa. Amará as
árvores, amará o pôr-do-sol, amará uma
mulher, amará tudo o que este universo
lhe der. Neste momento, o amor
condicional é como uma prisão. Duas
pessoas que não se gostam estão
aprisionados uma à outra. É uma coisa
estranha. Se você não gosta do outro,
diga adeus.




Mas você não pode dizer adeus porque
tem medo que ele possa curtir uma outra
pessoa. Isso não combina com o seu
ciúme, ela tem que ser feliz com você. Um
marido não gosta que a esposa esteja
rindo, feliz com outro homem. Nem a
esposa gosta de tal situação. Assim é uma
situação muito estranha na qual
colocamos a humanidade. E a menos que
tenhamos consciência de que esta é a
nossa miséria fundamental, não podemos
nos livrar deste inferno. Os amantes - os
assim chamados amantes - são mais
detetives do que amantes. Com ciúmes,
observando o que o outro está fazendo...
Toda carta é aberta, todo bolso é
revistado. Quer saber o que fez e o que
deixou de fazer. Onde vai e por que? 


Esta sociedade toda está fervendo
por ciúmes. Ninguém admite isso, todo
mundo esconde. Mas quanto mais você
esconde, mais ele continua crescendo
como um cancer , expandindo-se em seu
ser interior. Simplesmente veja de
quantas coisas você tem ciúmes: alguém
que tem uma casa linda, alguém tem um
carro importado, e alguém que tem
sucesso em sua profissão, um corpo lindo,
etc. Alguém que tem uma esposa amorosa
e alguém tem harmonia em seu lar. E
assim por diante, há pessoas por todos os
lados que o deixarão com ciúmes. Em vez
de a sua vida estar num amor oceânico,
ela está sofrendo numa sarjeta de ciúmes
e de incompetência. Mas a não ser que
você comece a olhar dentro e encontre as
raízes do problema, você não será capaz
de transformá-lo. Você é abençoado, pois
sem nenhum esforço, no silêncio do seu
coração atinge o amor incondicional.
Basta aceita-lo. Isso o purificará,
destruirá tudo o que é venenoso em você -
ciúmes, raiva, avareza, apego,
possessividade. Isso o tornará uma bela
flor de amor.



O que pode acontecer é chamado no
Oriente de satsang, estar com um homem
que alcançou a verdade. Sim, isso é
satsang - onde, sem nenhum esforço da
sua parte, apenas pela graça do seu Eu
interior começa mudanças alquímicas...
Tão silencioso que você só se torna
consciente quando o trabalho está feito. E
há algumas coisas... Por exemplo, se você
conheceu o amor incondicional, você não
pode desfazê-lo. É tão vasto e tão lindo
que o que você costumava pensar que era
amor parece simplesmente um pesadelo
comparado a isso. Você não gostaria de
voltar a ele. Todo o seu ser resistirá voltar
a ele. O meu propósito não é dirigir
alguma filosofia ou dogma, algum credo,
alguma teologia ou religião. O meu
propósito é uma estratégia para que você
possa experienciar a Sua presença, ou o
Seu silêncio. Num momento
desprevenido, talvez você possa
aproximar-se do seu coração sem nenhum
medo. Essa é uma estratégia para o
estado de meditação. Eu não estou
interessado em nenhum tipo de doutrina,
elas têm torturado a humanidade por
muito tempo. Eu estou interessado numa
humanidade amorosa, numa humanidade
fragrante de silêncio, festejando essa
imensa dádiva da vida e da existência.


Deus abençoe você!